5 de agosto de 2013

Suerte



"Só não entendia onde meu pai enxergava as garras retráteis de Logan.
– E as garras das mãos, pai?
– São as palavras, meu filho. Você se defende com a linguagem 
ou se agarra nela para não morrer."

Carpinejar 




       PARÁBOLA. Essa é única descrição plausível para esse livro. A parábola é conhecida por relatar fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de apresentar, ensinar uma verdade. Esse livro surge como explicação, orientação, comunicação entre eu e... eu mesma! É eu sei. 
     Minha amiga me indicou esse livro, disse que se tornou o segundo melhor livro que já leu na vida (e acredite, ela lê pra caramba) e que foi o que ela precisava ouvir. Eu gosto disso. Os livros se tornaram importantes pra mim quando percebi/senti que poderiam fazer diferença na minha vida, afagar meu coração, me direcionar e no final me fazer uma pessoa melhor. E acabou se tornando um vício. Palavras se tornaram meu radar.
      Métrica de Collen Hoover me foi apresentada e eu me exibi pra ele. Disse que já tinha lido muitos livros e que não me surpreenderia facilmente. Levei um tapa na cara. Fui desarmada. Mas assim é melhor, sem travas, nem empecilhos.
       Fui surpreendida pela sensibilidade, pureza e sinceridade. Pelo modo como a estória foi conduzida com naturalidade e por lidar com fatos vulgo escolhas que hoje em dia são considerados banais e ultrapassados, e também pelo modo como fala sobre a maneira que enfrentamos as realidades da vida. Mas acima de tudo me surpreendeu pelo modo como me achei em varias partes dele e também por encontrar poesia como modo de respiro, assim como é pra mim. E agora eu não preciso conter minha poesia.

     


       Não é pela letra. É pela melodia. O som do vento durante a construção do eu é sutil como a melodia do piano. O ritmo da musica é a força do ritmo com que se dança a poesia em minha respiração. A criança do vídeo batendo o ritmo no peito diz: “Venha e sinta!”
      O livro me despertou pra coragem de assumir que o que tenho por dentro é meu e não preciso fugir disso, de quem eu sou. Eu sou a poesia em pessoa e pronto.
       E entre as minhas turbulências Lake, Will, Kel, Caulder, Julia e Eddie me mostraram que humanizar meu olhar me faria melhor. E pronto. Mudei. Agora sou uma pessoa melhor. Agora quero limpar o tal canal manchado e ver humanizado. E talvez querer parar de desejar que o livro seja infinito e que eu continue o lendo pra sempre. 


“Yo soy tu alma y tu mi suerte



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