10 de junho de 2013

As paredes convexas do meu quarto (Ou Esquadro)


"Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle..."




Não me julgue por acordar em silêncio, sem alarde 
e por me manter assim boa parte da manhã. 
Eu preciso formar palavras, 
resetar sentimentos antigos 
construir novos. 
O acordar feliz manda lembrança. 
O passado parece seco e distante. 
Um 'ter o meu espaço' 
 se revela, em meu quarto, 
 o tornar-se sem vida. 
Eu o assassinei 
e deixei junto ao corpo a prova do crime: 
rancores 
ódios mortais, 
reflexos desconvexos 
realidades cruas. 
Agora revive como zumbi 
com carne podre ao redor, 
mofo e poeira 
E ao tornar-se mausoléu, 
ao adentrá-lo, 
vivo de pesadelos 
remorços que nunca foram meus 
tristezas futuras. 
Causou dependência. 
Ele é meu vício.






2 comentários:

  1. Adoro esse!
    De verdade! :D

    Sinto-me tão:
    "Eu preciso formar palavras,
    resetar sentimentos antigos
    construir novos.
    O acordar feliz manda lembrança.
    O passado parece seco e distante."
    Que só um poema define!

    Um beijo,

    http://algumasobservacoes.blogspot.com/
    http://escritoshumanos.blogspot.com/

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    1. *_* fico muito feliz que tenha gostado, e que tenha se identificado, mesmo que um pouco com meu poema!

      beijo grande e obrigada por comentar!

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